Quem é você?

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Você algum dia parou para pensar nessa pergunta e, principalmente, na resposta que você teria para dar a ela? Pois, acredite, a resposta para essa pergunta pode fazer milagres pela sua vida pessoal e profissional. É que quanto mais um indivíduo se conhece por completo – seus anseios, medos, vontades, desejos, capacidades etc. – mais ele é capaz de adequar sua vida e rotina em prol de seu crescimento.

Engana-se quem pensa que conhecer a si próprio é algo simples. É preciso gastar um certo tempo pensando nisso. Algumas pessoas, inclusive, tiram verdadeiros anos sabáticos a fim de se conhecer e se entender melhor. Outras encaram anos a fio de terapia, e mesmo assim ainda não são capazes de apontar rapidamente quais são suas maiores qualidades e piores defeitos. Conhecer-se implica em assumir a responsabilidade de admitir que não somos perfeitos e que nossos defeitos precisam, sim, ser olhados mais de perto.

Por outro lado, os defeitos não são o guia para nenhum trabalho. Eles merecem atenção e não podem ser negligenciados. Entendendo-os, na verdade, fica mais fácil exaltar todas as nossas qualidades. E é exatamente nesse ponto que quero chegar. É um equívoco crasso focar em nossos defeitos, tentando corrigi-los a qualquer custo, quando o ideal é exatamente o oposto disso: se temos qualidades, vamos mostrá-las a esmo ao mundo ao nosso redor.

Aliás, por falar em mundo, o processo de autoconhecimento requer também um conhecimento do mundo e o contexto onde estamos inseridos. É preciso deixar a alienação de lado, e nos tornar mais pertencentes e conhecedores do que ocorre não só na nossa própria vida, mas em todas as que impactamos de algum modo. Não que sejamos responsáveis pelos outros, mas à medida que conhecemos melhor as pessoas à nossa volta, tornamo-nos também pessoas melhores. E não só isso, mas quando trazemos o autoconhecimento para nossas carreiras, falamos também de conhecimento de mercado, de contexto socioeconômico, do momento da empresa em que trabalhamos e, por que não, do nosso próprio momento de carreira.

Conhecendo-nos é possível descobrir quais coisas realmente nos trazem prazer! Imagine que bom seria trabalhar exatamente naquilo que nos faz feliz. Fazendo o que se gosta, o trabalho fica mais bem feito, o talento se sobressai, os resultados são destacados e o tempo, antes escasso, rende de forma considerável e admirável. E não é difícil chegar a esse ponto.

Para isso, obviamente, é preciso ter o autoconhecimento e conhecimento de cenário que citei anteriormente, além de muita coragem para arriscar. Essa coragem pode surgir à medida que as âncoras que nos prendem são deixadas de lado. Âncoras como o medo do incerto, amigos e familiares que não nos incentivam, crenças preconceituosas sobre determinas situações, dentre outras tantas, que, se pararmos para pensar um pouquinho, identificaremos nas mais simples situações.

Por isso, deixe de lado o medo de errar. Estude as possibilidades, olhe-se no espelho, aprenda a enxergar seus talentos de uma forma fidedigna, sem se supervalorizar e muito menos sem se menosprezar. Lembre-se, quanto melhor você se conhecer, maior será a assertividade nas suas escolhas pessoais e, obviamente, profissionais.

Dito isso, saberia me responder: quem é você?

Ariadne Rafaella Tomczak

Rumo Certo Consultoria e Orientação Profissional

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